sábado, 3 de março de 2018

O QUE PONTEIA DE MIM


Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
dmariangela09@yahoo.com.br
Imagem- Mariângela


Com grande apreço tive um sonho de tocar minha viola!
E os anos, assim passando, deslizavam-se de vontades...
E no violão fui compondo, tocando em versos simples
O que no presente se instalava o futuro que me esperava...

Mas como tudo sonhado um dia chega ligeiro
Mesmo que se passem mil anos
Cabem  em segundos, num coração
Que aguarda partido e inteiro...

Hoje com minha viola, muitas vezes não a entendo:
-Por que não consigo as vezes
Senti-la assim por inteiro?
E os dedos não tocam serenos...
e o compasso treme sozinho:

Talvez seja a vida ensinando ,
Simples e puxando orelhas
Que não vale a  pena correr
Pra conquistar uma alma
Que durou anos esperando
Ser instrumento de bem querer!

Talvez apressada estou, tentando ao máximo aprender
O que  com cuidados extremos
Não se faz em tempo, a correr:
Pois viola é entrega cuidadosa
Que exige calma, saber...
Mas meu coração apressado, insiste em lhe entender:

Por que logo eu, sempre as pressas
Quis de um momento pra outro
Pensar em você tanto assim,
Querer pontilhar em você os versos
Que surgem de mim?

Ponteia, viola, em mim:
Me ensina a fazer de você 
A  parte que que falta em mim...
Não sei quanto tempo assim
Terei pra poder entender
Todo esse imenso porquê
Pra sair tocando em você... 

sexta-feira, 2 de março de 2018

POEMINHA


Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
dmariangela09@yahoo.com.br
Imagem- Mariângela

POEMINHA

Hoje quero lhe entregar as águas contidas na alma
De alguém que o ama sem fim...
E essa cachoeira linda, repleta de sentimentos
Pode ser a transformação de grandes cenas  de viver:
Nela você pode se molhar, sentindo na pele o amor verdadeiro...

As águas tranquilas se deitam
Serenas num canto-murmúrio
E eu bem baixinho, dizendo:
- Sou parte desse lindo mundo!


Feliz sexta-feira, leitores!

Mariângela





quinta-feira, 1 de março de 2018

MESMO SEM QUERER


Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
dmariangela09@yahoo.com.br
Imagem- Mariângela

Mesmo sem querer, as vezes a tristeza se achega em mim:
E por incrível que pareça, cabe em mim poesias, músicas, pensamentos tantos
Que desabam como chuva em minha alma fria...

Mas um Anjo que habita em mim]Vem e olha sem olhar pra mim,
Me abraça sem eu sentir seus braços e diz:
- Continue, siga, você acertará!

E eu, mais uma vez, creio nesse Anjo que me sustenta espiritualmente...
E vem a vontade de falar compondo, escrevendo, dizendo
Que ninguém deve desistir de seus sonhos, de suas alegrias:
Que estamos sempre dançando a mesma música
Que todos sabem dançá-la tão bem:

É a música do encontro:
Encontro com amigos, com outros que nem tanto assim...
Encontro com amores verdadeiros, outros tão falsos ...
Encontros com nossos pensamentos, soltos no viver do peito ardente...
Encontro com o perdão que tanto nos provoca humildade...
Encontro com nossa fé - tantas vezes abalada, mas nunca perdida...
Encontro com as esperanças nas desesperanças do mundo real...
Encontro com nossa alma quando olhamos no espelho e não nos reconhecemos...

Ah, o ser humano... o que é? O que há? o que existe nele?
Ah... Que dancemos muito na divisória de nosso viver:
Somos o bem, muita vez quase o mal, ou o mal:
Mas osmos! E enfrentamos a nós mesmos todos os dias...
Ah... A vida, os encontros, os desencontros, o que são?

São os nossos ritmos variados ao compasso das músicas que executamos!
Ah, paixão de viver...
Quem não se apaixona pela vida em vão irá se entorpecer...
Pois mesmo sem querer, muitas vezes bate a dor:
Pelo desamor, pela falta de piedade , pela real imagem do que se é:
Um ser humano no meio desse mundo perdido e insolente
Que sai a gritar: - Vem pra cá, gente!

Mas é assim a canção da vida
Precisa de amor, de beijos, de  vontade!
E de muita claridade...
Dancem, seja com quem for, no ritmo que deseja...
Mas dancem para que creiam na solene orquestra de seu viver!


Feliz quinta-feira, leitores!

Mariângela

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

REFLEXOS DE SI


Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
dmariangela09@yahoo.com.br
Imagem- Mariângela

Assim como olhamos a água e vemos reflexos, tal qual é nosso ser... Há reflexos que se instalam por onde passamos...
Pensar em nós como águas mansas e amorosas pra deixar o remanso plácido de nosso ser!
Vai ao shopping? - Sim, mas repare sempre em si que não precisa de muito adquirir: aproveite esse momento para observar as pessoas com singularidades, perceber as horas se diluindo, mas sendo proveitosas para você, pois não está no embalo da sociedade líquida, pois você É MAIS VOCÊ!
Vai se aprontar para sair: não se encuque muito, vista o que melhor o deixará a vontade, confortável, feliz - assim todo mundo é lindo!
Vai se apresentar a alguém? - Claro, roupa limpa, bem passada, mas leve sua simpatia, alegria, respeito: essa é a melhor moda para se usar permanentemente...
Não se empolgue tanto com redes sociais, TV, celulares, envolva-se em crescer culturalmente, aprenda a buscar seus dons e acrescentar algo novo neles todos os dias: isso é ser elegante!
Acredite no amor: em qualquer idade, em qualquer situação, pois esse sentimento verdadeiro é sempre a maior atração!
Que seus reflexos sejam os melhores - não para aparecer, se autopromover, mas para sentir-se um alguém que valeu a pena nascer, está valendo a pena viver e poderá viver em outra esfera evoluída quando partir para outro começo!
Olhe os dias, as tardes, as noites, as estações do ano, com amor, respeito, alegria: nunca reclame o que a você é ofertado com tanto carinho sem nada desejar em troca...
Seja bons reflexos , inspire-se na prece que a tudo edifique e reinvente-se todos os dias, pois afinal de contas, ser o mesmo sempre é muito tristonho... Ser feliz é possuir em si um remanso risonho!

Feliz quarta-feira, leitores!

Mariângela

domingo, 25 de fevereiro de 2018

O EVANGELHO E EU



Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
dmariangela09@yahoo.com.br
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Tenho o hábito de fazer o Evangelho aos domingos, as 09:00h. 
Mas hoje, despertou-se em mim um ponto de interrogação : por que não escrever após a leitura do Evangelho?
E hoje, na página 223, A PIEDADE, fez-me despertar ess vontade: escrever em todo o domingo aquilo que se misturou em mim de tanto bem que traz o Evangelho.
Então vamos lá, nesse primeiro domingo que me "soltarei" na espiritualidade , deixando registrados um pouco de minha alma...

O EVANGELHO É POESIA!

Piedade... onde os Anjos  nos levam para sermos um "pedacinho a mais de Deus"...
Piedade... a imagem que no inconsciente astral já esteve conosco em outros tempos...
Piedade...   a dor vista onde se chora por dentro - antítese da ajuda que traz o riso afoito...
Piedade... a Luz e a sombra em nós:
Luz por nos elevar no calor da complacência, sombra, na frieza do esquecimento humano...
Piedade...nossa pureza primitiva mesclada com sociedade líquida atual...
Piedade... é a metade da infelicidade requerendo que um dia tudo seja felicidade com as atitudes de outros...
Piedade... o bálsamo que trazemos em nossa alma e pouca vezes o derramamos ou damos de beber a que necessita...
Piedade...o mais sublime beijo, abraço,carinho dado de outras formas e tão pouco bem ofertados...
Ah... humanidade... onde se encontra em sia a sua piedade?
Em um  mundo onde a humildade se perde esquecidamente a cada dia
Há de se implorar que retorne a nascer nos corações humanos...
Assim, a piedade poderá agir, como uma poesia do olhar, do falar, do abrigar, do ajudar!

Piedade... a fala mansa que estabelece amor
Piedade... O remédio certo, na dose certa de uma alma livre:
Pois só quem é livre de seu pensar pode ser piedoso:
Pois para ser piedoso há de reconhecer-se um pensador que repetirá de ano a cada final do dia...
Há de se observar e favorecer-se como alguém que nunca será nota dez: pois os décimos na hora de contabilizar a média, serão sempre escriturados por Anjos que nos abraçarão e nos incentivarão a retornarmos na matéria  da Piedade para que nos esforcemos mais e mais e aprendermos a cada dia...
Pois para ser piedoso, a beneficência é progresso sem fim!
Por isso, o Evangelho é poesia: Ele adentra em nós e nos faz poetas! Mas nunca se acaba, nunca se é aprendido e posto em prática para terminarmos nossa ação da caridade:
O Evangelho é um professor exigente, que nos tornam poetas  que em nenhum livro da vida caberão nossos poemas, pois nunca mais terminaremos de escrever!
A piedade, faz-nos sentir  docentes inacabados,emotivamente perturbados...
Para que possamos olhar o podre da humanidade, o fétido odor  das consequências humanas, e não somente nos fixarmos na ternura obtida do efeito da compaixão...
A piedade é a melancolia onde se instala Jesus: para que nos lembremos que o encanto de cada caridade está em acreditar que o passo que foi dado para ajudar alguém refletiu nesse alguém e em você; como tal há de se sentir que há mais "encantos de ajuda" a serem feitos , que isso nunca terá fim; e que é você, SER HUMANO, que precisa acreditar nesse fim sem fim!
Piedade... a irmã de todos os gestos de amor, a mãe mais doce e de colo quente... o pai mais amigo, o irmão mais compreensivo, a poesia infindável em seu ser!

Feliz domingo, leitores!

Mariângela


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

INSPIRAÇÃO

...

Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
dmariangela09@yahoo.com.br
Imagem- Mariângela



Por que me abandona , outras vezes lateja tanto em mim?
Por que sinto-a tão perto de mim se a distância é a légua exata da saudade?
Por que tantas vezes, calada, falo mais quando está perto de mim?
Ah... inspiração que é a estrada mais presente em mim...


Por que insiste em maltratar-me quando desejo expor o que sinto
E nenhum verso sai no teclado que insiste em olhar pra mim?
Ah...  como o coração diz no momento ausente...
Como seu compasso é incerto e insiste em dizer...

Por que sentir tanto a vontade de escrever
Quando a mente está vazia e o coração tão repleto?
Ah... talvez pelo fato de não poder demonstrar em fala
O silêncio que grita por dizer...

Por que inspiração, teima a me perseguir
Mandando em mim como ninguém nunca o fez
Revirando meu ser do lado avesso?
Ah... talvez seja eu, a única culpada:

A sentir prazer em  recebê-la:
Em qualquer tempo, a qualquer hora
Pra cumprir em mim a eternidade
De sempre sempre estar presente:
Mesmo na falta tão incoerente!

Inspiração, inspiração...
Não brinque comigo, tenho seriedade e pressa
De viver vários momentos, mas só um, há de se exaltar:
O amor sincero que tende a nunca findar...

Pois na vida, enquanto sentir bater
Esse meu coração tão fiel ao amor,
Jamais desistirei de escrever
E sobrevoar meus céus, seu céu e esse luar:

Que brilha, as vezes desigual:
Mas que tem a lua como a mais perfeita poesia:
A de escrever, com a mente nas nuvens
E o pensamento em você!

Boa noite, leitores!


Mariângela

PALAVRAS...


Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
dmariangela09@yahoo.com.br
Imagem- Mariângela



Sinta as palavras... Mas percebendo-as do fundo do seu ser: faça isso com todos aqueles que ouvir, pelo menos por um dia... Mas deve ser cauteloso, procurando escutá-las no silêncio que reluz do interior de cada um!
As palavras aglomeram sentimentos, apaixonam-se, enraízam-se, iram-se, determinam a posição real do que se deseja...
Se conseguir, assim,  fazer nascer em si o sol das descobertas das palavras alheias, aí sim será um grande escritor:
Um escritor que colocará no papel o olhar das palavras, entendendo e passando para que muitos entendam também o coração de cada um: pois não há nessa vida ninguém que possa viver sem a leitura das palavras quando as coloca no papel!
Engana-se quem no delírio de seus sonhos líquidos, queira escrever somente para ganhar dinheiro: ah, os escritores escrevem com alma limpa, sem a ânsia de posses, posto que seu sentimento primordial está em sua eternidade!
Sim, todo escritor é eterno... porque perpetua-se quando se deixa solto na própria alma, mesclada com a alma de alguém, nem que seja um alguém transparente,  um guia amigo que o oriente - ainda melhor quando assim se faz!
Esse vínculo em "escutar os olhos das palavras" gera um desprendimento tão natural e lógico, que cada vez mais que escreve, mais se torna alguém poderoso como a lua no céu a iluminar a terra...
Esse é o universo dos escritores: enxergar as palavras num ambiente soberano: a brandura de seus sentimentos, esse diamante que é lapidado diariamente por esse ser que exprime tão bem, as vezes com tão poucas palavras, mas que preenche completamente os olhos e a alma de que o lê!
Ah... as palavras são desejos que nos irradiam no calor de cada ânsia exposta no calor da doçura de ser singular, tão ávido e com segmentos de saudade...
Ser escritor é ser palavras: mesmo sem tê-las vistas no papel, escutou-as num olhar, em lágrimas, em toques, em preces silenciosas e frias...
Sinta as palavras... mas de um jeito manso, sem febre, sem pressa - pois devem ser diluídas por você bem lentamente... a cada dia, percebidas com a exatidão da experiência que não nasceu repentinamente, mas através de muitas tentativas...
Ah... palavras que não ditas... São as melhores, mais cheias de vida, as que nasceram de um olhar relâmpago, breve, mas eterno!
Só é testemunha desse misterioso sentir visto na escuridão de sua claridade, quem arrebenta-se por perceber que há brilho sim, nas palavras que se enxergam-se no olhar...
Cai assim uma tatuagem nas pupilas da eternidade: e ninguém poderá fazer desaparecer a gloriosa fonte de água do divisar das palavras...
Seja um escritor por um dia! Mas duvido com todas minhas forças que nunca mais deixará de ser  esse escritor que olha as palavras sem jamais dizer...


Feliz tarde de quinta-feira, leitores

Mariângela