terça-feira, 23 de outubro de 2012

VIGÉSIMA HISTÓRIA INFANTIL

                                      LUKINHA, UMA NUVENZINHA DO CÉU

                                    Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
                                                  dmariangela09@yahoo.com.br

Hoje quero contar uma história para minha querida aluna Júlia Campos de Matos Vieira, do 5º ano Espatódea da Escola Municipal "Meridional", que está muito triste porque perdeu sua cachorrinha Lukinha.
Vejam como sua cartinha exprime dor, sofrimento com a perda!


Querida Lukinha,

Eu estou escrevendo esta carta para detalhar todo o meu carinho e amor que eu sinto por você!
Você já morreu no me4u pensamento mas nunca morrerá no meu coração. Estou morrendo de saudades de você, não só da boa cachorra  que você foi e sempre será , mas também do seu carinho, do seu amor  e principalmente  da alegria que você sentia quando eu e minha mãe chegávamos em casa.

Nenhum cachorro conseguiria substituir  a minha linda, que é você!
Adeus, Lukinha, sentirei saudades de você!

De Júlia , a sua dona.

Você não sabe como eu estou triste  por você.  Se eu tivesse que escolher  o poder, seria  voltar a vida de todas as pessoas que eu amo, principalmente VOCÊ!

 
Júlia, minha querida, não desejo vê-la tão triste, por isso, fiz essa história para você, com todo amor e sentimento.
Beijos,
Professora Mariângela



Depois que Lukinha morreu, minha cachorrinha tão amada, fiquei muito triste! Parecia que o mundo iria se arrasar!

Um dia, deitada no chão e observando as nuvens do céu, comecei a chorar de tanta saudade que sentia de minha Lukinha!

As lágrimas corriam tanto de meus olhos, que molharam a grama. E a terra, umedecida, ficou macia, fofinha... De lá, percebi que começou a sair uma folhinha da terra. Sentei-me para ver melhor se era real ou da minha imaginação!

Mas era verdade! A folhinha começou a crescer, e virou uma árvore muito grande! Lembrei-me até da história João e o Pé de Feijão. Será que isso estava acontecendo mesmo comigo?

Quando olhei para cima, a árvore estava imensa, e numa voz melodiosa dizia assim: -Suba, Júlia, venha ver Lukinha! Ela está bem!
 

Nem acreditei nisso tudo, mas numa saudade imensa de minha cachorrinha, fui subindo no tronco da árvore ansiosa para rever Lukinha.

Fiquei muito cansada, mas valeu a pena quando cheguei no céu! Lukinha me esperava, latindo muito, abanando seu rabinho e fazendo a maior festa!

Dei muitos beijinhos nela, chorei muito também! Mas agora era um choro desprovido de dor, pois vi que Lukinha estava super bem! Dei um abraço apertado nela e disse : - Lukinha, nunca pensei que pudesse estar assim : feliz, saltitante, que bom, meu amor! Pena que não saiba conversar pra  nos comunicarmos melhor!

De repente, Lukinha me respondeu : - Claro que falo! Aqui no céu tudo é maravilhoso! E olhe, Júlia, preciso que pare de chorar por mim, pois senão ficarei triste daqui de cima. Vamos combinar uma coisa?  Todas as vezes que ficar triste, olhe para o céu e procure nas nuvens uma imagem de uma cachorrinha! Com certeza eu aparecerei para você em forma de nuvem! Assim mataremos a saudade, poderemos conversar. Promete para mim?
 

- Claro que prometo, pois tudo o que quero é que fique bem, dando mil beijinhos nela e afagando seu pelo macio e perfumado de fragâncias  de Anjinhos...

- Au, au! Que bom que você me compreende! Olha, tenho mais um pedido a lhe fazer: - procure um cachorrinho, uma nova visita de um cãozinho lhe fará bem! Vá ao Centro de Zoonose, pois lá existem cães que precisam de seu carinho e atenção! Tenho certeza que encontrará uma cachorra ou cachorro que tocará seu coração tão cheio de ternura...

- Nunca nenhum cão será como você, eu a amo muito!

- Ninguém é igual a ninguém , mas todos somos um! Nossas almas ficarão para sempre nessa energia do mundo! Você só me fez feliz e eu também. E é isso que quero que guarde, nada mais! Agora, já está na hora de descer! Deixe-me dar umas lambidas de despedida, pois daqui a pouco não falarei mais!

E Júlia e Lukinha se despediram, brincaram, curtiram cada segundo daquele encontro lindo!

Depois que Júlia voltou, deitou-se na grama e olhando para o céu viu uma imagem de sua Lukinha  em nuvens de algodão: descobriu que agora era uma nuvenzinha e estava juntinha com Jesus!

Correu gritando : - Mãe, vamos pegar um cãozinho no Centro de Zoonose?

Júlia entendeu que quando depositamos amor em alguém em algum animal, isso nunca termina... Só se estende  no universo!

 

FIM


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

DÉCIMA NONA HISTÓRIA INFANTIL

OS BORDADOS ENCANTADOS

Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
dmariangela09@yahoo.com.br

A vovó Deolinda sempre gostou de bordar! Suas mãos de tão treinadas fazem gestos leves e graciosos no ar e de encontro ao pano: um ballet de mãos experientes!

 As pessoas não sabem é que os bordados da vovó são encantados - de tanto amor que põe nas mãos ao bordar...
Vovó Deolinda a cada rococó, meio ponto, ponto corrente que faz põe  magias nos bordados.
Um dia, bordou uma flor e uma borboleta pertinho da florzinha... Ficou uma pano de fogão lindo!

Uma vizinha gostou do pano e o comprou para sua casa. E sabem o que aconteceu? Maria foi logo colocando o pano em seu fogão. Depois saiu de sua cozinha para molhar as plantas de seu jardim. Não é que a borboleta bordada criou vida e foi até ao jardim de Maria conhecer suas flores?

Maria levou muito susto, porém com o passar dos dias, quando olhava para o pano e não via mais o bordado da borboleta, nem se importava mais, pois sabia que ela voltaria para o pano...
Há outros registros que poderia  contar, mas contarei apenas mais esse : 
Vovó Deolinda bordou um casaquinho de neném que ficou tão gracioso...
O bebê Caio, quando ficava chorando de dor de barriga, sabe o que acontecia? A chupeta bordada no casaquinho também criava vida e ia parar na boquinha no neném e logo ele se acalmava... Como era confortante para a mamãe de Caio...
Vocês já sabem agora o segredo da vovó Deolinda, mas nesse segredo há uma bela mensagem: tudo o que fizermos tem que possuir amor, paciência e leveza de coração, pois o amor é capaz de fazer lindos encantos!

Experimente a tudo fazer com amor! Verá pouco a pouco em sua vida  mágicas acontecerem!

Boa noite, crianças!

Mariângela



DÉCIMA OITAVA HISTÓRIA INFANTIL


Um oceano diferente
 
 

Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva



Gláucia é uma criança que sempre fica perguntando muitas coisas a todo mundo! Também, inteligente como é isso é muito natural. Quem deixa de perguntar o que deseja conhecer, perde grandes oportunidades, não é mesmo?

Por isso, criança, pergunte sempre tudo o que quiser conhecer melhor.

Um dia, Gláucia quis descobrir mais sobre oceanos. Agora já sabe  que oceano é um corpo principal  da água salina e um componente principal da hidrosfera. E também que 71%  da superfície da terra  é coberta pelo oceano. E mais ainda: que  os oceanos são :


 

Mas Gláucia quis inventar um outro oceano, pode uma coisa dessa ?

Como a imaginação de todo mundo é muito grande, Gláucia vestiu seu maiô, foi até a piscina de sua casa e começou a fazer seu próprio oceano.

Colocou no fundo da piscina algumas conchinhas que trouxera da praia em seu último passeio nas férias.
 

Levou também peixinhos de plástico que ficaram perfeitos, como de verdade, representando assim os peixes no oceano.
 

Recortou de EVA  verde as algas que existem no mar, colocou com umas pedras por cima do EVA no fundo da piscina. Ficou igualzinho!
 

Quando foi representar o  oceano, ficou pensando um tempão em como faria... Mas, pegou um lençol velho que sua mãe lhe entregou e o pintou todinho de azul, fez um sol no fundo, pintou de outro tom de azul representando o mar, e ficou lindo seu oceano! O mais novo oceano da Terra!
 

Só faltava mesmo o nome do Oceano. Leu novamente o nome de todos os oceanos e decidiu qual seria o nome do seu oceano:

OCEANO GLÁUCICO PISCINAL: Um nome muito bem apropriado, pois seu nome é Gláucia e o seu oceano é particular – em uma piscina!

Fez assim uma placa com o nome de seu oceano e chamou todos seus amigos para nadarem com ela em seu oceano particular!

E você, criança, pode fazer seu oceano. Se não tem piscina,faça-o em  um uma bacia,  balde, tanque, o que sua imaginação permitir! Mas aproveite a infância, pois é esta sua fase de grandes descobertas!

Beijocas,

Mariângela

DÉCIMA SÉTIMA HISTÓRIA INFANTIL




O VIOLÃO QUE FALAVA DEMAIS

 

Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva


 

Numa fazenda, dessas  que tem gado, galinha, moinho , plantação e vida de muito trabalho na roça , havia um trabalhador rural que gostava de plantar, colher, cuidar dos animais – mas que também era um violeiro de mão cheia! Tocava violão como ninguém! Todas a tardes, quando o sol caminhava para as montanhas, pegava no violão e tocava com os amigos até tarde da noite!

Como  Milton gostava de se reunir com os amigos e além de tocar violão, ficar proseando com todos a fim de colocar as notícias em dia, tinha uma lei nesses bate papos que todos respeitavam: ninguém comentava nada depois do que era falado! Fofoca não poderia existir, pois havia muito respeito entre todos!

Uma noite, depois de longos papos, foi dito que Luís, um morador das redondezas, havia desistido de trabalhar. Dissera que trabalho não era com ele e que não iria mais pegar no batente.

Todos acharam aquilo um absurdo, mas como de costume , saíram de lá do encontro com o violeiro de boca fechada.

No dia seguinte, quando se levantaram para trabalhar na roça,  notaram que todos já sabiam da notícia pela redondeza! Todos ficaram impressionados com a preguiça do morador!

Quando o dia terminou, no encontro de sempre com Milton, houve uma reunião antes da cantoria para saber quem havia espalhado a notícia!

Depois de todos serem interrogados, descobriu-se que ninguém havia falado nada! Mas como poderia ter acontecido isso?
 

O fato é que Milton realmente ficou com a pulga atrás da orelha e desconfiado de todos , é claro!

O violeiro tocou seu violão, os amigos cantaram muito e chegou o momento de botar as notícias em dia!

Milton resolveu inventar uma mentira a fim de descobrir quem estava fofocando após os encontros, assim  o autor ou autora das fofocas seria desmascarado.

Milton falou: - Gente, vocês sabiam que existe um sapo luminoso que sempre sobe naquela montanha perto do coqueiro maior e fica cantando lá toda noite?
 

Todos disseram : - É mesmo? Mas como não nos contou nunca essa história?

- É que tem coisa que a gente vai deixando passar mesmo, mas como confio em todos vocês, contei! E agora, tenho que fazer um pedido: - Ninguém pode ir lá em cima, senão o sapo se desencanta e ele é necessário para nossa população! Quem vai manter essa palavra, que levante o dedo.

Todos levantaram o dedo e depois foram para suas casas a fim de descansarem

Milton suspirou e pensou: Hoje descubro o autor dessa fofoca, ficarei escondido atrás de uma árvore e descobrirei tudo!

Assim fez Milton, escondendo-se no meio de um matagal onde ficava uma árvore e esperando o fofoqueiro ou fofoqueira da roda de violão.

Lá pelas 23 horas ( onze horas da noite ), Milton teve uma grande surpresa! Não é que quem foi ver o sapo luminoso foi o Sr. Violão? Sim, o violão era o fofoqueiro maior dos encontros!

Milton nem acreditou no que vira! Também pudera, o violão com aquela boca imensa, falava por todos os lados!

Milton teve uma ideia :-No outro dia, na reunião violeira costumeira, todos se espantaram com o  instrumento que Milton tinha nas mãos: um violino ao invés de um violão!
 

Milton trocara seu violão por um violino! Todos ficaram muito curiosos querendo saber o porquê que  Milton trocara um instrumento que o acompanhara por tanto tempo!

Milton então começou a explicar: - Gente, decidi trocar meu instrumento por um motivo só: quem era o autor de fofocas era meu companheiro musical de tantos anos, o violão!

Todos disseram em coro : - Não!!

- Infelizmente é a verdade! Por isso, como castigo, deixarei meu violino por três meses descansando e pensando no ato incorreto que cometeu! Depois, se ele se redimir, voltaremos a moda de violão. Para o momento, a roda agora é de violino! Vamos cantar minha gente, pois a vida é pra gente ser feliz!

No outro dia, toda população falava só do sapo luminoso! Foi uma verdadeira notícia bombástica! E Milton que não era bobo nada, aproveitou a reunião noturna na montanha para fazer sua roda de violino ali mesmo, em pleno luar e com a natureza exuberante que lá existia!

Foi uma roda de violino linda e com toda população rural! Milton nem desejou falar sobre a fofoca do violão e que era tudo mentira: era uma oportunidade de reunir todo mundo e de mostrar as pessoas que o melhor da vida é a amizade verdadeira, a boa música e a prosa descompromissada e sem fofoca!

 

 

FIM

 

 

 

domingo, 21 de outubro de 2012

DÉCIMA SEXTA HISTÓRIA INFANTIL

A CIDADE QUE CALOU A BOCA

Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
dmariangela09@yahoo.com.br



HAVIA UMA CIDADE QUE SE CHAMAVA TAGARELA. SEU NOME ERA ASSIM PORQUE TODOS NESSA CIDADE FALAVAM MUITO! ERA SEMPRE MUITO BARULHO POR TODO LUGAR DA TAGARELA.
UM DIA CHEGOU UM PAPAGAIO NESSA CIDADE E COMEÇOU A REPARAR QUE TODOS FALAVAM MAIS QUE ELE. DESSA MANEIRA, ACHANDO INJUSTO TUDO ISSO, FOI ATÉ A UMA SERRALHERIA, COMPROU UMA TÁBUA GRANDE, DOIS PEDAÇOS DE MADEIRA MENORES E MAIS FINOS A FIM DE FAZER UMA PLACA NOVA PARA A CIDADE TAGARELA.

CHEGANDO EM SUA ÁRVORE, APRONTOU A PLACA COM UM NOVO NOME DA CIDADE: “CIDADE CALA A BOCA”  E PREGOU NA ENTRADA DA CIDADE DEPOIS DE TER RETIRADO A ANTIGA PLACA.

A MEDIDA QUE OS MORADORES COMEÇARAM A REPARAR O NOVO NOME DA CIDADE, FICAVAM TÃO TRISTES E IMPRESSIONADOS QUE REALMENTE CALAVAM A BOCA.
COM O TEMPO, A CIDADE FOI FICANDO SILENCIOSA E TAMBÉM MUITO TRISTE. E O PAPAGAIO, POR SUA VEZ, MUITO ALEGRE E MAIS FALANTE AINDA.
PASSADOS ALGUNS MESES, SÓ SE OUVIA A VOZ DO PAPAGAIO.
ELE FICAVA A CADA DIA MAIS EXALTADO, SENTINDO-SE O PAPAGAIO REI, O COMIGO NINGUÉM PODE, O CALA BOCA MESMO QUE SOU O MELHOR, O ESTOU PODENDO... E OUTROS TANTOS ADJETIVOS QUE PODERÍAMOS REGISTRAR AQUI.
UM DIA, UM DOS HABITANTES DA CIDADE CALA A BOCA, AVISTOU UM FURACÃO QUE VINHA CHEGANDO A CALA BOCA. VENDO O PERIGO A FRENTE, CORREU DE PORTA EM PORTA E COM UM BILHETINHO NA MÃO, TODOS LERAM: - VAMOS FUGIR! UM FURACÃO ARRASARÁ TODA CIDADE! 

E ASSIM, AS PESSOAS UNIDAS, FORAM FUGINDO DA CIDADE.
O PAPAGAIO, OLHANDO A CORRERIA DE TODOS, FALAVA SEM PARAR: - O QUE ACONTECEU, MINHA GENTE? MAS NINGUÉM RESPONDIA.
O HOMEM ATÉ MOSTROU O BILHETE A ELE, MAS COMO PAPAGAIO NÃO SABE LER, FICOU SEM ENTENDER NADA MESMO!
SÓ SEI CONTAR A VOCÊS QUE TODOS FUGIRAM, DE MENOS O PAPAGAIO.
SABEM O QUE ACONTECEU COM ELE? LEVOU TANTO SUSTO QUE PERDEU A VOZ PARA SEMPRE, POIS FICOU PREGADO NUMA PORTEIRA, TAMANHA A FORÇA DO FURACÃO.
QUANDO OS MORADORES VOLTARAM A CALA A BOCA, TROCARAM IMEDIATAMENTE A PLACA DA CIDADE PELA ANTIGA MESMO: TAGARELA.
TUDO COMEÇOU A SER COMO ANTES E O PAPAGAIO, VIVEU SILENCIOSAMENTE POR UNS 100 ANOS, POIS PAPAGAIO VIVE MUITO!
ASSIM TUDO FICOU BARULHENTO NOVAMENTE!

O PAPAGAIO APRENDEU A LIÇÃO: DEVEMOS RESPEITAR O TERRITÓRIO DE CADA UM E AS PESSOAS QUE ALI RESIDEM.
BEM, SÓ SEI QUE O PAPAGAIO SE CASOU E TEVE MUITOS FILHINHOS: CADA QUAL MAIS FALANTE QUE O OUTRO!
SABEM O QUE O PAPAGAIO FEZ? UMA PLAQUINHA NA PORTA DE SUA ÁVORE : AQUI MORA UMA FAMÍLIA FELIZ E  TAGARELA!


FIM



DÉCIMA QUINTA HISTÓRIA INFANTIL


O DRAGÃO, O MORCEGO E O  PATINHO

 


Autoras da História:
Maria Clara Reis Silva ( 8 anos )
Milena Reis Silva ( 5 anos)


Hoje a história foi feita pelas lindas crianças Maria Clara e Milena -(minha afilhada ), que enquanto brincávamos de olhar o céu e descobrirmos gravuras nas nuvens, inventaram essa história  com as gravuras de algodão que viram no céu: dragão, patinho e morcego!
A história é assim:


Enquanto Milena e Maria Clara olhavam o céu, descobriram bichinhos, nem tão bonzinhos no céu:

Um patinho distraído brincava com as nuvens do céu, quando o morcego Malzão olhou para ele e disse: - Eu vou te comer, patinho Bonzinho! E vai ser agora!
O patinho Bonzinho começou a gritar: - Socorro, mamãe patinha! Ajude-me, venha me salvar!
Mas o morcego falou: - Você não fugirá de mim! Antes de sua mãe chegar, eu vou comer você quer você queira ou não! Oh, oh, oh, oh...
Mas o morcego não contava com os olhos espertos do dragão Foguetão que observava com muita raiva ao ver a covardia do morcego com o patinho!
O dragão Foguetão começou então a produzir muito fogo através de suas narinas, pois estava cada vez mais nervoso!
Quanto mais o morcego ameaçava, mais  o patinho inocente sentia raiva  do dragão Foguetão e mais fogo saía de sua narinas!
Quando o morcego falou bem alto para o patinho: - Não adianta chamar pela sua mãe! Vou comer você agora! Ele não contava com a fúria do dragão Foguetão que começou a soltar fogos e mais fogo de suas narinas e com suas patas imensas corria atrás do morcego que voava gritando assim: -Socorro, mamãe morcega! Venha me salvar desse dragão maldoso, estou com muito medo!
O patinho Bonzinho começou a rir muito do morcego Malzão, dizendo:
-Bem feito para você! Isso é que dá ficar ameaçando os outros! Agora você sente na pele como é ruim amedrontar os outros ... E começou a gargalhar: - QUÁ ,QUÁ ,QUA ,QUÁ ,QUÁ!

O morcego Malzão voou por muito tempo de medo do dragão Foguetão.
É  claro que o dragão Foguetão só queria mostrar  ao morcego Malzão o quanto é errado fazer maldades com os outros! A gente deve sempre trocar as camisas – isto é: pensar que  se estivéssemos na pele do outro gostaríamos de passar pela mesma situação da pessoa, não é criançada?
E o morcego Malzão aprendeu a lição e nunca mais amedrontou ninguém.
Assim termina a história linda das duas pequeninas do meu coração.
Gostaram, crianças?