segunda-feira, 22 de outubro de 2012

DÉCIMA OITAVA HISTÓRIA INFANTIL


Um oceano diferente
 
 

Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva



Gláucia é uma criança que sempre fica perguntando muitas coisas a todo mundo! Também, inteligente como é isso é muito natural. Quem deixa de perguntar o que deseja conhecer, perde grandes oportunidades, não é mesmo?

Por isso, criança, pergunte sempre tudo o que quiser conhecer melhor.

Um dia, Gláucia quis descobrir mais sobre oceanos. Agora já sabe  que oceano é um corpo principal  da água salina e um componente principal da hidrosfera. E também que 71%  da superfície da terra  é coberta pelo oceano. E mais ainda: que  os oceanos são :


 

Mas Gláucia quis inventar um outro oceano, pode uma coisa dessa ?

Como a imaginação de todo mundo é muito grande, Gláucia vestiu seu maiô, foi até a piscina de sua casa e começou a fazer seu próprio oceano.

Colocou no fundo da piscina algumas conchinhas que trouxera da praia em seu último passeio nas férias.
 

Levou também peixinhos de plástico que ficaram perfeitos, como de verdade, representando assim os peixes no oceano.
 

Recortou de EVA  verde as algas que existem no mar, colocou com umas pedras por cima do EVA no fundo da piscina. Ficou igualzinho!
 

Quando foi representar o  oceano, ficou pensando um tempão em como faria... Mas, pegou um lençol velho que sua mãe lhe entregou e o pintou todinho de azul, fez um sol no fundo, pintou de outro tom de azul representando o mar, e ficou lindo seu oceano! O mais novo oceano da Terra!
 

Só faltava mesmo o nome do Oceano. Leu novamente o nome de todos os oceanos e decidiu qual seria o nome do seu oceano:

OCEANO GLÁUCICO PISCINAL: Um nome muito bem apropriado, pois seu nome é Gláucia e o seu oceano é particular – em uma piscina!

Fez assim uma placa com o nome de seu oceano e chamou todos seus amigos para nadarem com ela em seu oceano particular!

E você, criança, pode fazer seu oceano. Se não tem piscina,faça-o em  um uma bacia,  balde, tanque, o que sua imaginação permitir! Mas aproveite a infância, pois é esta sua fase de grandes descobertas!

Beijocas,

Mariângela

DÉCIMA SÉTIMA HISTÓRIA INFANTIL




O VIOLÃO QUE FALAVA DEMAIS

 

Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva


 

Numa fazenda, dessas  que tem gado, galinha, moinho , plantação e vida de muito trabalho na roça , havia um trabalhador rural que gostava de plantar, colher, cuidar dos animais – mas que também era um violeiro de mão cheia! Tocava violão como ninguém! Todas a tardes, quando o sol caminhava para as montanhas, pegava no violão e tocava com os amigos até tarde da noite!

Como  Milton gostava de se reunir com os amigos e além de tocar violão, ficar proseando com todos a fim de colocar as notícias em dia, tinha uma lei nesses bate papos que todos respeitavam: ninguém comentava nada depois do que era falado! Fofoca não poderia existir, pois havia muito respeito entre todos!

Uma noite, depois de longos papos, foi dito que Luís, um morador das redondezas, havia desistido de trabalhar. Dissera que trabalho não era com ele e que não iria mais pegar no batente.

Todos acharam aquilo um absurdo, mas como de costume , saíram de lá do encontro com o violeiro de boca fechada.

No dia seguinte, quando se levantaram para trabalhar na roça,  notaram que todos já sabiam da notícia pela redondeza! Todos ficaram impressionados com a preguiça do morador!

Quando o dia terminou, no encontro de sempre com Milton, houve uma reunião antes da cantoria para saber quem havia espalhado a notícia!

Depois de todos serem interrogados, descobriu-se que ninguém havia falado nada! Mas como poderia ter acontecido isso?
 

O fato é que Milton realmente ficou com a pulga atrás da orelha e desconfiado de todos , é claro!

O violeiro tocou seu violão, os amigos cantaram muito e chegou o momento de botar as notícias em dia!

Milton resolveu inventar uma mentira a fim de descobrir quem estava fofocando após os encontros, assim  o autor ou autora das fofocas seria desmascarado.

Milton falou: - Gente, vocês sabiam que existe um sapo luminoso que sempre sobe naquela montanha perto do coqueiro maior e fica cantando lá toda noite?
 

Todos disseram : - É mesmo? Mas como não nos contou nunca essa história?

- É que tem coisa que a gente vai deixando passar mesmo, mas como confio em todos vocês, contei! E agora, tenho que fazer um pedido: - Ninguém pode ir lá em cima, senão o sapo se desencanta e ele é necessário para nossa população! Quem vai manter essa palavra, que levante o dedo.

Todos levantaram o dedo e depois foram para suas casas a fim de descansarem

Milton suspirou e pensou: Hoje descubro o autor dessa fofoca, ficarei escondido atrás de uma árvore e descobrirei tudo!

Assim fez Milton, escondendo-se no meio de um matagal onde ficava uma árvore e esperando o fofoqueiro ou fofoqueira da roda de violão.

Lá pelas 23 horas ( onze horas da noite ), Milton teve uma grande surpresa! Não é que quem foi ver o sapo luminoso foi o Sr. Violão? Sim, o violão era o fofoqueiro maior dos encontros!

Milton nem acreditou no que vira! Também pudera, o violão com aquela boca imensa, falava por todos os lados!

Milton teve uma ideia :-No outro dia, na reunião violeira costumeira, todos se espantaram com o  instrumento que Milton tinha nas mãos: um violino ao invés de um violão!
 

Milton trocara seu violão por um violino! Todos ficaram muito curiosos querendo saber o porquê que  Milton trocara um instrumento que o acompanhara por tanto tempo!

Milton então começou a explicar: - Gente, decidi trocar meu instrumento por um motivo só: quem era o autor de fofocas era meu companheiro musical de tantos anos, o violão!

Todos disseram em coro : - Não!!

- Infelizmente é a verdade! Por isso, como castigo, deixarei meu violino por três meses descansando e pensando no ato incorreto que cometeu! Depois, se ele se redimir, voltaremos a moda de violão. Para o momento, a roda agora é de violino! Vamos cantar minha gente, pois a vida é pra gente ser feliz!

No outro dia, toda população falava só do sapo luminoso! Foi uma verdadeira notícia bombástica! E Milton que não era bobo nada, aproveitou a reunião noturna na montanha para fazer sua roda de violino ali mesmo, em pleno luar e com a natureza exuberante que lá existia!

Foi uma roda de violino linda e com toda população rural! Milton nem desejou falar sobre a fofoca do violão e que era tudo mentira: era uma oportunidade de reunir todo mundo e de mostrar as pessoas que o melhor da vida é a amizade verdadeira, a boa música e a prosa descompromissada e sem fofoca!

 

 

FIM

 

 

 

domingo, 21 de outubro de 2012

DÉCIMA SEXTA HISTÓRIA INFANTIL

A CIDADE QUE CALOU A BOCA

Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
dmariangela09@yahoo.com.br



HAVIA UMA CIDADE QUE SE CHAMAVA TAGARELA. SEU NOME ERA ASSIM PORQUE TODOS NESSA CIDADE FALAVAM MUITO! ERA SEMPRE MUITO BARULHO POR TODO LUGAR DA TAGARELA.
UM DIA CHEGOU UM PAPAGAIO NESSA CIDADE E COMEÇOU A REPARAR QUE TODOS FALAVAM MAIS QUE ELE. DESSA MANEIRA, ACHANDO INJUSTO TUDO ISSO, FOI ATÉ A UMA SERRALHERIA, COMPROU UMA TÁBUA GRANDE, DOIS PEDAÇOS DE MADEIRA MENORES E MAIS FINOS A FIM DE FAZER UMA PLACA NOVA PARA A CIDADE TAGARELA.

CHEGANDO EM SUA ÁRVORE, APRONTOU A PLACA COM UM NOVO NOME DA CIDADE: “CIDADE CALA A BOCA”  E PREGOU NA ENTRADA DA CIDADE DEPOIS DE TER RETIRADO A ANTIGA PLACA.

A MEDIDA QUE OS MORADORES COMEÇARAM A REPARAR O NOVO NOME DA CIDADE, FICAVAM TÃO TRISTES E IMPRESSIONADOS QUE REALMENTE CALAVAM A BOCA.
COM O TEMPO, A CIDADE FOI FICANDO SILENCIOSA E TAMBÉM MUITO TRISTE. E O PAPAGAIO, POR SUA VEZ, MUITO ALEGRE E MAIS FALANTE AINDA.
PASSADOS ALGUNS MESES, SÓ SE OUVIA A VOZ DO PAPAGAIO.
ELE FICAVA A CADA DIA MAIS EXALTADO, SENTINDO-SE O PAPAGAIO REI, O COMIGO NINGUÉM PODE, O CALA BOCA MESMO QUE SOU O MELHOR, O ESTOU PODENDO... E OUTROS TANTOS ADJETIVOS QUE PODERÍAMOS REGISTRAR AQUI.
UM DIA, UM DOS HABITANTES DA CIDADE CALA A BOCA, AVISTOU UM FURACÃO QUE VINHA CHEGANDO A CALA BOCA. VENDO O PERIGO A FRENTE, CORREU DE PORTA EM PORTA E COM UM BILHETINHO NA MÃO, TODOS LERAM: - VAMOS FUGIR! UM FURACÃO ARRASARÁ TODA CIDADE! 

E ASSIM, AS PESSOAS UNIDAS, FORAM FUGINDO DA CIDADE.
O PAPAGAIO, OLHANDO A CORRERIA DE TODOS, FALAVA SEM PARAR: - O QUE ACONTECEU, MINHA GENTE? MAS NINGUÉM RESPONDIA.
O HOMEM ATÉ MOSTROU O BILHETE A ELE, MAS COMO PAPAGAIO NÃO SABE LER, FICOU SEM ENTENDER NADA MESMO!
SÓ SEI CONTAR A VOCÊS QUE TODOS FUGIRAM, DE MENOS O PAPAGAIO.
SABEM O QUE ACONTECEU COM ELE? LEVOU TANTO SUSTO QUE PERDEU A VOZ PARA SEMPRE, POIS FICOU PREGADO NUMA PORTEIRA, TAMANHA A FORÇA DO FURACÃO.
QUANDO OS MORADORES VOLTARAM A CALA A BOCA, TROCARAM IMEDIATAMENTE A PLACA DA CIDADE PELA ANTIGA MESMO: TAGARELA.
TUDO COMEÇOU A SER COMO ANTES E O PAPAGAIO, VIVEU SILENCIOSAMENTE POR UNS 100 ANOS, POIS PAPAGAIO VIVE MUITO!
ASSIM TUDO FICOU BARULHENTO NOVAMENTE!

O PAPAGAIO APRENDEU A LIÇÃO: DEVEMOS RESPEITAR O TERRITÓRIO DE CADA UM E AS PESSOAS QUE ALI RESIDEM.
BEM, SÓ SEI QUE O PAPAGAIO SE CASOU E TEVE MUITOS FILHINHOS: CADA QUAL MAIS FALANTE QUE O OUTRO!
SABEM O QUE O PAPAGAIO FEZ? UMA PLAQUINHA NA PORTA DE SUA ÁVORE : AQUI MORA UMA FAMÍLIA FELIZ E  TAGARELA!


FIM



DÉCIMA QUINTA HISTÓRIA INFANTIL


O DRAGÃO, O MORCEGO E O  PATINHO

 


Autoras da História:
Maria Clara Reis Silva ( 8 anos )
Milena Reis Silva ( 5 anos)


Hoje a história foi feita pelas lindas crianças Maria Clara e Milena -(minha afilhada ), que enquanto brincávamos de olhar o céu e descobrirmos gravuras nas nuvens, inventaram essa história  com as gravuras de algodão que viram no céu: dragão, patinho e morcego!
A história é assim:


Enquanto Milena e Maria Clara olhavam o céu, descobriram bichinhos, nem tão bonzinhos no céu:

Um patinho distraído brincava com as nuvens do céu, quando o morcego Malzão olhou para ele e disse: - Eu vou te comer, patinho Bonzinho! E vai ser agora!
O patinho Bonzinho começou a gritar: - Socorro, mamãe patinha! Ajude-me, venha me salvar!
Mas o morcego falou: - Você não fugirá de mim! Antes de sua mãe chegar, eu vou comer você quer você queira ou não! Oh, oh, oh, oh...
Mas o morcego não contava com os olhos espertos do dragão Foguetão que observava com muita raiva ao ver a covardia do morcego com o patinho!
O dragão Foguetão começou então a produzir muito fogo através de suas narinas, pois estava cada vez mais nervoso!
Quanto mais o morcego ameaçava, mais  o patinho inocente sentia raiva  do dragão Foguetão e mais fogo saía de sua narinas!
Quando o morcego falou bem alto para o patinho: - Não adianta chamar pela sua mãe! Vou comer você agora! Ele não contava com a fúria do dragão Foguetão que começou a soltar fogos e mais fogo de suas narinas e com suas patas imensas corria atrás do morcego que voava gritando assim: -Socorro, mamãe morcega! Venha me salvar desse dragão maldoso, estou com muito medo!
O patinho Bonzinho começou a rir muito do morcego Malzão, dizendo:
-Bem feito para você! Isso é que dá ficar ameaçando os outros! Agora você sente na pele como é ruim amedrontar os outros ... E começou a gargalhar: - QUÁ ,QUÁ ,QUA ,QUÁ ,QUÁ!

O morcego Malzão voou por muito tempo de medo do dragão Foguetão.
É  claro que o dragão Foguetão só queria mostrar  ao morcego Malzão o quanto é errado fazer maldades com os outros! A gente deve sempre trocar as camisas – isto é: pensar que  se estivéssemos na pele do outro gostaríamos de passar pela mesma situação da pessoa, não é criançada?
E o morcego Malzão aprendeu a lição e nunca mais amedrontou ninguém.
Assim termina a história linda das duas pequeninas do meu coração.
Gostaram, crianças?


DÉCIMA QUARTA HISTÓRIA INFANTIL

O MENINO QUE QUERIA VER DEUS
Por- Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva


Era uma vez um  menino que gostava muito de pensar Ele se chamava Leopoldo. E pensava tanto que um dia desejou ver Deus, conhecê-lo melhor, saber tudo sobre ele.
Perguntou a seus pais: - Como posso ver Deus?
- Deus, meu filho a gente não vê! Ele mora lá no céu, muito distante de nós!
- Mas nem se eu colocar uma escada bem grande não poderei conhecê-lo?
- Claro que não, é impossível uma escada tão grande assim meu filho! Vá brincar e deixe de pensar nisso. Faça suas preces que é a melhor forma de ver Deus.
... E o menino foi embora sem a resposta que tanto desejava!
Foi até a casa de um amigo e perguntou:
- Carlos, como faço para ver Deus?
- O que ? Mas que absurdo! Acha mesmo que é capaz disso? Ninguém nesse mundo da terra pode ver Deus, pois Ele é muito superior a nós, deixa de tolice. Vamos para o campinho jogar bola?
- Agora não, obrigado! Tenho que descobrir uma forma de ver Deus!
E saiu a pensar em uma solução.
Resolveu ir até uma Biblioteca e disse a bibliotecária: - Você tem um livro que me ensine em como ver Deus pessoalmente?
- Claro que sim, meu menino! Venha aqui que pegarei o livro pra você. Mas olhe, tem que cuidar muito bem dele, pois ele é antigo, tem várias instruções para ver Deus! Mas há uma borboleta dentro dele que se voar, voa com todos os ensinamentos... Você tem que cuidar muito bem dele, você me promete?
- Claro que sim Elisabeth, pode deixar comigo!
Elisabeth fez a ficha de Leopoldo e o menino saiu feliz da vida com o livro em suas mãos, só pensando em cuidar super bem dele.
Quando chegou em casa, na primeira página que abriu, viu a borboleta que batia suas asas já querendo voar.
Leopoldo ficou tão nervoso que deixou o livro cair e nesse tombo inesperado, a borboleta começou a voar! Ele segurou nas asas da borboleta - mas era tarde! ela voou para o céu junto com ele, que não largou suas mãos de suas asas. Leopoldo só pensava: - Nossa, estou perdido! Tenho que procurar não perder essa borboleta, senão nem sei o que pode aocntecer comigo!
De repente começou a sentir muito frio. Em sua preocupação nem havia notado que subira muito alto, e lá mais em cima no céu, era frio demais! Começou a reparar o céu fantástico a sua frente! Era lindo demais! Olhou para baixo e viu uma borboleta florida que dizia: Deus e a Primavera sempre estão em você! Sinta-o, apenas!

Foi subindo cada vez mais alto e percebeu que se esquecera de aproveitar a paisagem, o passeio e sentiu-se muito preocupado  por não aproveitar o que Deus lhe deu com tano amor!
Começou a pensar que nada poderia levá-loa Deus, apenas sentir unido a Deus  permanentemente...